I’m with the Band – sneak peek at Porto’s music scene

Magnética Magazine published my latest editorial, and an interview with le moi – in portuguese, sorry foreign readers! If you want me to translate it or somethin’ say so in the comments, it’s a mighty long interview!

Luísa Cativo tem 25 anos e vive a vida no formato 35mm. Formação não lhe falta: Artes Visuais e Fotografia, Maquilhagem e Caracterização e Design de Moda. Em 2002 envolveu-se amorosamente com a fotografia, mantendo um fraquinho pela vertente analógica. Fotografa espontaneamente tudo o que vê, faz editorais de moda deliciosos, é criativa na marca V!TOR, do designer Vítor Bastos, e é um membro activo da “Thug Unicorn”. Rolos fotográficos e unicórnios acompanham sempre a Captive Louise.

Como te apaixonaste pela fotografia?
Foi um processo muito gradual este meu envolvimento com a fotografia. Começou por ser uma paixoneta de adolescente, por volta de 2002, e com o decorrer do tempo tornou-se algo mais sério.
Assumi, finalmente, a relação quando decidi tirar a minha licenciatura em Fotografia e Artes Visuais, em 2008, mas acho que só em 2009 é que a paixão se tornou uma obsessão. Quando comecei a dedicar-me ao processo analógico a fotografia ganhou uma importância na minha vida que até então o processo digital não tinha despertado em mim.

Porquê fotografia? O que é que te dá que outros meios não te conseguem dar?
É para mim o meio mais acessível de criar imagens e concretizar ambientes e ideias em algo visual, mas não necessariamente material.
A fotografia dá-me quase uma capacidade sobrenatural, de conservar um momento no tempo durante o tempo que quisermos, de manipular ou recriar a realidade. Lembram-se de um personagem do “Dragon Ball Z” que sustinha a respiração e parava o tempo? É o mais próximo disso que consigo ter no mundo real e há que lhe dar valor.

No teu blog deparamo-nos com várias fotografias pessoais. Fazes um diário fotográfico da tua vida?
Não conscientemente. Muitas vezes tenho preguiça de arrastar a câmara comigo de um lado para o outro. Quando tenho quase a certeza de que o que vou fazer quando sair de casa poderá resultar em conteúdos e imagens engraçadas ou interessantes, lá levo o bichinho comigo.
Confesso que sou uma amante da fotografia um bocadinho descuidada e negligente e que poderia ser muito mais dedicada e aplicada nesta relação. No entanto, se passar muito tempo sem tirar uma fotografia começo a sentir um vazio e uma inutilidade crescente no fundo da minha cabeça.

É evidente, no teu blog, que preferes a fotografia analógica. O que é que te fascina no universo dos rolos e revelações?
Parecendo que não, para mim é a forma mais acessível e prática de obter os resultados que quero. As câmaras analógicas que uso geralmente são mais pequenas, mais portáteis e mais baratas do que a câmara digital que precisaria para obter imagens com a mesma gradação tonal e nitidez.
Eu e uns amigos meus desenvolvemos, há uns anos, uma escala de medição de força na qual podemos discernir: pessoas com força, que quando batem em alguém magoam a outra pessoa; pessoas sem força, que quando batem em alguém não surte qualquer efeito; pessoas anti-força, que é o meu caso, que batem em alguém e magoam-se a si próprias. Logo, alguém dotado de anti-força como eu vai dar preferência a material mais leve e “maneirinho” de transportar.
Continuando com a fotografia, acho que o formato analógico dota as imagens de uma maior riqueza, não necessariamente visual mas também emocional. Quando tens 24 ou 36 fotografias para tirar e não o número quase ilimitado que o digital oferece, obriga-te a ter um processo mental por trás de cada fotografia e a reflectires um bocado antes de fotografar. Não estou a dizer que quem fotografa em digital não é selectivo, mas pessoalmente sinto que comecei a ganhar outro apreço e outra sensiblidade a partir do momento em que comecei a utilizar a minha Pentax ME Super.
Profissionalmente, no entanto, começa a tornar-se um bocado urgente adquirir material digital, porque nos dias que correm este adequa-se melhor ao perfil de certos trabalhos. Estou neste momento a fazer uma “vaquinha” em prol disso mesmo.

Recentemente, estiveste em parceria com o estilista V!TOR, cuja colecção desfilou na ModaLisboa. O que é que te atraiu na colecção?
Eu e o designer Vitor Bastos conhecemo-nos quando vim para o Porto estudar Design de Moda em 2006. Tínhamos posturas e pontos de vista em comum em relação a muita coisa e no aspecto criativo sempre tivemos um bom fluxo de ideias quando trabalhamos em conjunto.
O tema da última colecção do Vitor é o encerrar de uma trilogia autobiográfica, o seu renascer depois da morte. Este renascer foi a vários níveis, tanto pessoal como profissional : inicialmente a minha colaboração era pontual, mas com o decorrer da colecção chegamos à conclusão que a longo prazo seria mais produtivo eu tornar-me, efectivamente, parte da equipa.
Em termos criativos temos um processo de pensamento semelhante e também temos traços de personalidade que se complementam bastante. Em breve, os frutos disso estarão disponíveis a todos, na nossa loja online onde terão acesso às peças apresentadas na ModaLisboa assim como a uma série de goodies. Vale a pena ficarem atentos.

Os editoriais de moda que fotografas são fora do comum: lugares estranhos, conceitos diferentes. Procuras fugir dos estereótipos da moda?
Não diria fugir. Há vários aspectos no mundo da moda que obviamente me fascinam, mas também há muitos outros que vão completamente contra aquilo em que acredito enquanto pessoa.
Enquanto fotógrafa, diria que tenho uma postura um bocado satírica mas com alguma ternura pelo meio. Gosto que haja empatia e que seja divertido, não gosto que os modelos sejam tubarões de olhos vazios, gosto que haja alguma atitude e que isso seja genuíno. Não faço questão de trabalhar com modelos profissionais, não dou a importância comercial à roupa que esta adquire na maioria dos editoriais, gosto que as coisas sejam o mais reais possíveis dentro de um universo que normalmente estiliza tanto o real que o aniquila.

Lembras-te do primeiro editorial de moda que fotografaste? Fala-nos sobre ele.
O primeiro editorial com pés e cabeça que fiz foi para a VICE, no início de 2011.
O ponto de partida foi uma festa de anos solitária e a partir daí foi-se alterando com o decorrer da noite. Estávamos algures perto de Vila Verde, no meio do nada, estava muito frio e alimentámo-nos quase exclusivamente à base das gomas que usámos como adereços nas fotografias. No dia seguinte tirámos mais fotografias que não faziam parte do editorial e, quando estávamos para regressar à civilização, concluímos que o carro tinha avariado. Foi uma experiência intensa, sem dúvida.

Descreve as tuas fotografias em 3 palavras.
Lo-fi, espontâneas, sentidas. (não sabia o que dizer , muita pressão)

Não podes morrer sem fotografar o quê?
Viagens a um país de cada continente e as pessoas que conhecer no decorrer dessas viagens.

CAPTIVE LOUISE
http://cargocollective.com/captivelouise
www.facebook.com/CaptiveLouise

Interview
Joana Teixeira
Photography
Luísa Cativo
Styling
Ana Rito (I Love ME)
Model
Estefânia (Just)
Special Thanks
Lovers & Lollypops, Milhões de Festa, Estúdios Sá da Bandeira, Heart Gallery Tattoo Studio, RA, Throes + The Shine

This editorial wanted to give you guys a different perspective on the local bands and music festivals, a sort of  “behind the scenes” through the eyes of an imaginary groupie. Fun for all!

Estefania & Throes + The Shinesexy backstage + RAhey sexyEPSON scanner imagegettin her tat onmourning le bootsguitar babeEPSON scanner imagefloating to the beat

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